Maschetto no Egito


21/04/2006


27o. post (O último)

 

ALEXANDRIA: O FIM DO BLOG

 

Alexandria é mais do que conhecida: Alexandre, o Grande, Júlio César, Marco Antônio, Cleópatra, os Ptolomeus, etc. . E a famosa biblioteca, incendiada pelos nossos amigos romanos, que não tinham a mínima noção do que estavam fazendo. Uma lástima, uma perda irreparável.

 

Alexandria é uma cidade mista: tem seus traços óbvios egípcios, o arabesco é normal e, graças aos gregos, tem características próprias da arquitetura grega, também. Ou seja, entre arcos mouros você vê colunas típicas gregas. Uma mistura interessante.

 

Nosso passeio (eu e o Bergh) foi curto, então demos uma volta pelo cais para ver a antiga fortaleza da cidade:

 

 

E, depois, fomos conhecer a nova Biblioteca de Alexandria. Claro, não tem o mesmo valor que a antiga, mas é um primor da arquitetura moderna, com uma iluminação natural perfeita e um salão de leitura para mais de 3000 pessoas, sendo que ainda conserva o único manuscrito que escapou do incêndio patrocinado pelos romanos:

 

 

Foram cerca de 5 meses, uma experiência incrível, numa terra formidável. Jamais imaginei um dia percorrer o Egito e, de repente, lá estava eu dentro da câmara mortuária de Quéops, ou mergulhando no Mar Vermelho, ou conhecendo Luxor, onde Moisés um dia pôs os pés...

 

Abaixo, a despedida na GM Egito:

 

 

E, antes da partida, o Ahmed Fawzy foi me visitar no hotel para levar flores e apresentar sua família. Um gesto inesquecível e marcante:

 

 

Espero que tenham curtido o blog e, em breve, novidades do outro lado do mundo.

 

Um abraço e SALAM !

Renato

Escrito por Renato Maschetto às 11h06
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26o. post

 

ASWAN: O TEMPLO DE ISÍS

 

Ok, demorou essa última parte, mas foi devido a problemas diversos...

 

Pegando o trem às 4h da manhã em Luxor, chegamos em Assuã cerca de 2 horas depois, e fomos para nosso passeio: o obelisco inacabado, a famosa represa de Assuã e o templo de Isís.

 

O obelisco inacabado tem esse nome pois, ao tentarem removê-lo da pedreira de origem, ele foi danificado. O destino do obelisco era Luxor, e ele era completamente "produzido" em Assuã e depois transportado pelo Nilo até Luxor. Alguém pisou na bola na hora da remoção, trincou o obelisco, e todo o trabalho se perdeu. Dá pra imaginar o que aconteceu com o rapaz...

 

E um dos passeios mais interessantes que fizemos foi ao Templo de Isís, que fica numa ilhota em Assuã. Construções impressionantes e razoavelmente conservadas. Detalhe: o templo estava submerso, e numa ação da UNESCO, ele foi desmontado submerso, cada pedra numerada e reconstruído acima da superfície novamente ! Se fosse um predinho, tudo bem, mas vejam o tamanho da criança:

 

 

 

 

 

 

 

Após essa visita e alguns transtornos referentes à famosa "bakshish" (gorjeta), voltamos para a cidade, almoçamos, e ficamos aguardando o horário do trem para retornarmos ao Cairo. E contemplando o belo pôr-do-sol às margens do Nilo:

 

 

A seguir, o fim do blog em Alexandria...

 

Salam !

Renato

 

Escrito por Renato Maschetto às 10h50
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